James Bond ficou fora dos games por mais de uma década e esse intervalo se encerra em 27 de maio, quando 007 First Light estreia para PS5, Xbox Series X|S e PC. O retorno não acontece por acaso, já que o jogo está nas mãos da IO Interactive, estúdio dinamarquês responsável pela série Hitman e uma das maiores referências mundiais quando o assunto é espionagem com liberdade de abordagem.

O que me chama atenção em 007 First Light é a aposta narrativa. Em vez de adaptar um filme ou continuar uma trama existente, a IO Interactive optou por reimaginar a origem do agente, com um Bond mais jovem interpretado por Patrick Gibson. A história acompanha os primeiros passos dele dentro da MI6 depois de uma missão arriscada na Islândia chamar a atenção do serviço secreto britânico. Quem acompanhou a trajetória de adiamentos do jogo sabe que essa estreia chega com peso de produção acumulado.

A premissa pega emprestado o DNA do Hitman e adapta para o universo Bond. A IO chama o sistema de Creative Approach Gameplay, que na prática significa que cada missão pode ser concluída por furtividade, ação direta ou qualquer combinação entre as duas. Para quem jogou os últimos Hitman, a familiaridade vai ser imediata, porém o ritmo aqui promete ser mais cinematográfico, com sequências mais próximas do que se espera de uma produção de James Bond.

O elenco também reforça o peso da produção, com M interpretada por Priyanga Burford, Gemma Chan no papel da especialista Selina Tan e Lenny Kravitz como o personagem Bawma. Para quem prefere Nintendo Switch 2, vale ajustar a expectativa, uma vez que essa versão fica para o inverno brasileiro e ainda não tem data específica.

O que importa observar é o teste de fogo da IO Interactive fora do território Hitman. Se 007 First Light entregar gameplay sólido e narrativa à altura do nome Bond, o estúdio se posiciona como uma das poucas desenvolvedoras capazes de carregar IPs gigantes sem comprometer a própria identidade, e isso muda o que esperar dela nos próximos anos.