O 171 está em acesso antecipado na Steam desde novembro de 2022, custa R$ 35,99 e segue em fase alfa, sem modo história. O que existe hoje é a cidade fictícia de Sumariti, com polícia, pedestres, invasão de casas, mercado clandestino e uma série de sistemas que vêm sendo adicionados aos poucos, o último deles num patch de setembro focado em desempenho. A janela anterior era o terceiro trimestre de 2026, que terminou na quarta-feira, e antes dela houve previsões para 2024 e 2025.

Segundo a Betagames, dava para lançar ainda este ano, mas com missões cortadas e campanha incompleta. A equipe preferiu segurar o jogo para terminar o modo história, chamado no comunicado de coração da nova fase, e para não disputar atenção com a Rockstar. O estúdio também disse que não vai mais divulgar data exata, porque errou no passado ao anunciar prazos apressados.

Não sei se existe decisão certa num caso desses, e acho que a parte mais pesada do anúncio está longe da questão comercial. Diogo Moraes, programador e designer do jogo desde o início, morreu em 2026, e a equipe descreveu a perda como um golpe duro. Um projeto independente desse tamanho costuma depender de duas ou três pessoas que guardam o mapa inteiro na cabeça, e perder uma delas no meio do caminho mexe no cronograma de um jeito que nenhuma planilha prevê.

Fugir de GTA 6 talvez seja a primeira estratégia de lançamento realmente sólida da história do 171. O jogo sempre viveu da comparação com a série da Rockstar, foi assim que ficou conhecido fora do Brasil e foi assim que juntou público. Lançar perto de 19 de novembro faria a comparação deixar de ajudar e passar a esmagar.

Quando escrevemos sobre a meta de lançar a versão final em 2026, o plano parecia fechado. Agora a Betagames promete vídeos e imagens inéditas da campanha ao longo desta semana, e esse material vai mostrar quanto da história já existe de fato.