Fico pensando em como deve ser fechar um capítulo de quase doze anos e, um mês depois, ver boa parte dos colegas de trabalho sendo desligados. A Bungie confirmou o desligamento de 292 funcionários do estúdio em Bellevue, com efeito a partir de hoje, atingindo diretamente a maior parte da equipe de Destiny e parte do time de Marathon, além de áreas de suporte dentro da Sony Interactive Entertainment.
O timing conta boa parte da história. Destiny 2 recebeu sua atualização final de conteúdo live-service em 9 de junho, encerrando quase doze anos de suporte contínuo ao jogo que definiu boa parte da identidade da Bungie depois da separação da Microsoft. Os servidores seguem no ar, mas não vem mais expansão nova, e Destiny 3 nunca chegou a entrar em produção ativa porque a Sony não aprovou o projeto.
Marathon, o outro grande projeto do estúdio, segue confirmado e com desenvolvimento ativo apesar do corte, com o modo PvE Vault Breaker chegando em 21 de julho e a Temporada 3 prevista pra setembro. Justin Truman, que assumiu a liderança da Bungie no lugar de Pete Parsons, deixou o cargo em meio à reestruturação.
O que fico pensando é que esse padrão, encerrar suporte de jogo antigo e cortar equipe logo em seguida, virou praticamente rotina na indústria em 2026. A diferença aqui é que a Bungie sempre foi tratada como aquisição de prestígio da Sony, não só mais um estúdio terceirizado, o que torna esse corte um sinal difícil de ignorar sobre como a prioridade da companhia mudou.