Eric Baptizat, diretor de Assassins Creed Valhalla e veterano de quase 16 anos de casa, retornou à Ubisoft em 5 de agosto como diretor de jogo de toda a marca Assassins Creed. Ele havia deixado a empresa em 2021 para trabalhar na Motive Studio, da EA, onde dirigiu o remake de Dead Space e atuou como diretor de design de jogo em Battlefield 6, currículo que só reforça o peso da contratação de volta.

Eric Baptizat volta à Ubsoft para liderar Assassin's Creed
Eric Baptizat volta à Ubsoft para liderar Assassin's Creed

O histórico de Baptizat dentro da franquia é extenso. Além de dirigir Valhalla, ele foi lead game designer em Assassins Creed IV Black Flag, senior game designer em Assassins Creed Unity e líder de design em Assassins Creed Origins, passagens que cobrem praticamente toda a fase em que a série reformulou sua própria identidade, saindo do stealth mais contido pra abraçar RPG de mundo aberto em escala cada vez maior.

Esse retorno acontece dentro de uma reestruturação maior de liderança que já vinha em andamento desde fevereiro, quando Martin Schelling, Jean Guesdon e François de Billy assumiram a condução da marca dentro da Vantage Studios, subsidiária recém-lançada da Ubisoft parcialmente financiada pela Tencent. Baptizat entra como reforço direto nesse time, especificamente na parte de direção de jogo.

A franquia mantém vários projetos simultâneos em desenvolvimento, incluindo o remake de Black Flag, o multijogador batizado Codename Invictus, o retorno de mecânicas cooperativas e o projeto mais sombrio chamado Codename Hexe, que segundo relatos recentes já perdeu sua segunda liderança em pouco tempo. Ter um nome de peso e experiência comprovada assumindo a direção de marca tende a trazer estabilidade justamente onde a franquia mais precisa dela agora, como já mostrou a apresentação da própria Vantage Studios com o lançamento de Black Flag Resynced.

Pra fãs da franquia, o retorno de um nome associado a um dos capítulos mais bem recebidos comercialmente da série é sinal de que a Ubisoft está disposta a investir em continuidade criativa, não só em reestruturação administrativa.