A Sitni Sati lançou na semana de 9 de agosto o FumeFX 7.6 para 3ds Max, atualização que traz um novo solver de pressão Multigrid PCG, disponível tanto pra CPU quanto pra GPU, capaz de rodar até duas vezes mais rápido nas simulações aceleradas por placa de vídeo. É a ferramenta de fogo, fumaça e explosão mais tradicional do mercado de VFX recebendo um salto de performance relevante depois de mais de uma década de presença consolidada em estúdios de todo porte.

Além do solver novo, a atualização introduz um pipeline chamado Post Load, que permite fazer up-res, retiming e sharpening direto em cima de simulações já cacheadas no momento em que elas carregam, sem precisar rodar a simulação inteira de novo. Na prática, isso significa que ajustes criativos de última hora, tipo deixar uma explosão mais lenta ou adicionar mais detalhe visual, deixam de custar horas de reprocessamento.

O timing dessa atualização chama atenção. Ferramentas de simulação independentes e mais baratas vêm ganhando espaço justamente nos últimos meses, oferecendo alternativas mais acessíveis pra estúdio pequeno que não quer arcar com o custo de licença de um pacote completo como o 3ds Max mais o FumeFX. Nesse contexto, entregar ganho real de performance é uma forma direta de justificar a permanência de quem já usa a ferramenta há anos.

Esse movimento de otimização acompanha uma tendência maior no mercado de simulação de VFX, a de acelerar cada vez mais o ciclo entre teste e resultado final, reduzindo o tempo morto de espera que sempre foi o maior gargalo desse tipo de trabalho, tendência que também aparece em ferramentas menores e mais recentes voltadas pra simulação de fluidos e partículas.

O FumeFX 7.6 já está disponível pra 3ds Max nas versões 2022 a 2026, funcionando em Windows 10 ou superior, com licença comercial vendida direto pelo site da Sitni Sati.