A SideFX lançou o Houdini 22 nesta semana, marcando os 30 anos do software com a atualização mais ambiciosa em bastante tempo. O destaque central é um conjunto completo de ferramentas de Gaussian Splatting nativo, cobrindo desde o treinamento a partir de fotos até animação, relighting e renderização direto no Karma, sem depender de plugin externo.
A interface também foi revisada de ponta a ponta, depois de anos com a mesma cara. No lado de personagens, o KineFX ganhou templates reutilizáveis de rig, inversão de rig e um novo componente de Set Driven Keys, além de um seletor de personagem via APEX pensado direto pra quem anima. O Copernicus, sistema de texturização por nós da SideFX, cresceu com geração de grunge maps, um workflow experimental de pintura de textura em 3D e ferramentas novas de geração de terreno e oceano.
Pra quem trabalha com efeitos de personagem, o pacote de simulação de músculo e os workflows de cabelo também receberam ajustes, junto com controles novos pra alternar LOD de rig direto na cena, o tipo de detalhe que só quem já travou o viewport numa cena pesada sabe valorizar.
O lançamento chega pouco mais de um ano depois do Houdini 21, que já tinha reforçado o software como a versão mais robusta da ferramenta até então, e mostra que a SideFX não pretende desacelerar o ritmo de entrega mesmo depois de três décadas de mercado. As licenças seguem no mesmo patamar, US$ 4.495 pro Houdini FX node-locked e US$ 1.995 pro Core, sem mudança de política de preço.
Vale acompanhar como o mercado de VFX absorve o Gaussian Splatting nativo, porque ferramentas que hoje dependem de plugin de terceiro pra esse tipo de workflow podem perder espaço rápido se o Karma entregar qualidade equivalente direto na caixa.