Nexon, Krafton e Netmarble consolidaram o que a imprensa coreana já chama de big three dos games, somando lucro operacional combinado de quase 3 trilhões de wones em 2025, enquanto concorrentes como NCSoft e Kakao Games registraram lucro mínimo ou prejuízo. A Nexon bateu recorde com 4,56 trilhões de wones em receita e 1,41 trilhão de lucro operacional, com crescimento de dois dígitos.

A Krafton, dona da franquia PUBG, se manteve no chamado clube do trilhão de wones de lucro operacional pelo segundo ano seguido, com 3,30 trilhões de wones em receita e 1,21 trilhão de lucro. É um número que impressiona ainda mais quando lembrado que boa parte do faturamento da empresa segue apoiada num único jogo lançado em 2017, prova de que uma franquia bem gerida consegue sustentar resultado sólido por quase uma década.

O nome que mais chama atenção nessa reorganização é o da Netmarble, que subiu 60,2% no lucro operacional, alcançando 345,4 bilhões de wones depois de um processo de reestruturação, com receita de 2,78 trilhões de wones. A entrada da Netmarble nesse grupo de elite marca uma virada real, puxada por receita mais forte de títulos com propriedade intelectual própria, em vez de depender só de licenças de terceiros como historicamente fazia.

O que esse resultado deixa claro é um fenômeno de concentração, quem já tinha escala consegue crescer ainda mais rápido, enquanto o resto do mercado coreano briga por migalhas. Pra qualquer estúdio menor tentando competir na região, a mensagem é direta, ter um IP próprio forte deixou de ser diferencial e virou requisito básico pra sobreviver no mesmo mercado que esses três gigantes dividem entre si.