Não costumo pensar em legislação de reparo como algo que muda design de console, mas é exatamente isso que está acontecendo com o Switch 2. A Nintendo confirmou uma versão revisada do aparelho, chegando no outono, com bateria substituível pelo próprio usuário, resposta direta a uma regra da União Europeia que exige esse tipo de acesso em baterias de eletrônicos de consumo.

A mudança física é pequena, mas existe. A capacidade da bateria cai de 5.220 mAh pra 5.172 mAh, e o console ganha 10 gramas a mais, chegando a 401 gramas no total. Os Joy-Con 2 que acompanham o pacote também passam a ter baterias substituíveis, o que estende a mesma lógica de reparo pros acessórios, não só ao console principal.

O que fico pensando é se essa mudança fica restrita à Europa ou se vira padrão global com o tempo. Unidades destinadas à União Europeia devem carregar números de modelo novos, com código OSM na embalagem, diferentes dos modelos BEE que aparecem hoje nos arquivos da FCC. Isso sugere uma estratégia deliberada de segmentação regional, pelo menos por enquanto, até que o estoque atual de unidades padrão se esgote nos outros mercados.

A Nintendo já vinha sendo associada a outra possível revisão do Switch 2, uma versão OLED com tela em Full HD, ainda sem confirmação oficial, mas o exemplo da bateria mostra que a empresa está disposta a ajustar hardware já lançado quando a regulação ou a demanda justificam.

Não sei se isso é o início de um padrão de revisões anuais, mas fica a pergunta que interessa a quem já comprou o console, será que essas mudanças um dia chegam também pra quem não mora na Europa?