A Nintendo confirmou reajuste no Nintendo Switch Online no Japão a partir de 1 de julho, a primeira revisão de preço do serviço desde o lançamento em 2018. O motivo declarado é a desvalorização contínua do iene, que segue perto dos níveis mais baixos frente ao dólar desde 1986, encarecendo a operação do serviço em moeda local.

O plano individual anual passa de 2.400 para 3.000 ienes, o familiar sobe de 4.500 para 5.800 ienes, e o Pacote de Expansão segue proporção parecida em ambas as modalidades. A Coreia do Sul também foi confirmada como região afetada, embora sem data específica anunciada até o momento. Nenhuma outra região recebeu comunicado oficial, mas o histórico recente da própria Nintendo levanta a dúvida óbvia, será que o resto do mundo demora muito pra seguir o mesmo caminho.

Vale lembrar que esse reajuste acontece poucos meses depois da Nintendo confirmar aumento global no preço do próprio Switch 2, medida que já havia gerado desconforto entre consumidores em várias regiões, incluindo o Brasil. A lógica por trás dos dois movimentos é parecida, custos de operação subindo em dólar, enquanto boa parte da receita da empresa continua atrelada a moedas locais mais fracas.

Esse tipo de reajuste em cascata não é exclusividade da Nintendo. A Sony passou por movimento semelhante com o PS Plus meses atrás, também citando pressões econômicas globais como justificativa. Quando duas das maiores plataformas de games do mundo recorrem à mesma explicação dentro do mesmo semestre, fica mais difícil tratar isso como coincidência isolada e mais fácil enxergar como tendência estrutural do setor inteiro.

Para o consumidor fora do Japão, o aumento em si não afeta a carteira agora, mas serve como aviso prévio. Se o padrão se confirmar, é questão de tempo até o reajuste japonês virar reajuste global, e vale acompanhar de perto os próximos comunicados da empresa.