A PAX West 2026 acontece de 4 a 7 de setembro no Seattle Convention Center, e a lista de expositores mistura peso pesado, SEGA, Larian, Konami, Bandai Namco, com uma presença indie que continua sendo o coração do evento. O PAX Rising, showcase dedicado a jogo pequeno, segue sendo a principal razão para muita gente atravessar o país para ir.
O que diferencia a PAX das outras grandes feiras é a origem. Vamos lá, a Gamescom e Tokyo Game Show nasceram como evento de negócio que abriu espaço para o público. A PAX começou ao contrário, criada por leitores de um webcomic, e nunca teve dia exclusivo de imprensa. O chão de feira sempre foi feito para quem joga, e como resultado, isso moldou o tipo de coisa que ganha atenção lá, demo jogável de indie que ninguém conhece pesa tanto quanto trailer de AAA.
Neste ano, um detalhe chama atenção: A Double Fine, estúdio que a Microsoft vendeu recentemente, voltou à PAX com um evento próprio no domingo. Estúdio recém-desgarrado de uma gigante escolhendo a PAX para reaparecer mostra para que serve esse tipo de feira. Um estúdio médio, sem departamento de marketing de publisher, ainda consegue construir hype num evento como esse.
Eventos de games estão se dividindo em dois tipos, o que serve para fechar negócio e anunciar AAA, e o que serve para descoberta. A Tokyo Game Show ampliou os dias abertos ao público tentando ficar mais perto do segundo grupo. A PAX nunca precisou fazer essa correção, porque já nasceu ali. Num ano em que jogo pequeno tem cada vez menos vitrine, isso conta.