Rubinite chega à Steam em 23 de julho, e o que me chama atenção nesse lançamento não é só o visual em pixel art bem cuidado, é o fato de um estúdio pequeno de Taiwan estar entregando um sistema de combate que parece ter sido pensado por um time muito maior. O jogo coloca o jogador no papel de Ruby, princesa fugitiva do Reino Escarlate, numa jornada de vingança contra chefes que testam reflexo e leitura de padrão o tempo inteiro.
O diferencial mecânico chama-se Focus, um sistema que permite observar o movimento dos inimigos, identificar o ponto fraco exato e aplicar um ataque de perfuração crítico no momento certo. Não é um substituto barato pra fórmula soulslike, é uma camada nova em cima dela, e testes anteriores no Steam Next Fest já apontavam Rubinite como um dos jogos mais bem avaliados da vitrine, mesmo sem se encaixar 100% na etiqueta que os jogadores tentaram colar nele.
O desenvolvedor, Cup Dog Games, é exatamente o tipo de estúdio pequeno que depende de um lançamento bem executado pra sobreviver no mercado. O time vinha construindo audiência havia mais de um ano só com atualizações de desenvolvimento em redes sociais e comunidade no Discord, caminho cada vez mais comum entre equipes pequenas que não têm orçamento pra campanha de marketing tradicional. Já falei sobre esse risco quando cobri como a página errada na Steam pode matar um jogo indie no lançamento, e Rubinite parece ter feito a lição de casa, com trailer forte, demo testada e boa recepção prévia antes mesmo do dia 23.
Para quem gosta de boss rush com identidade visual forte e sistema de combate que recompensa observação, vale colocar Rubinite na lista de lançamentos de julho. É o tipo de jogo pequeno que tende a crescer por recomendação boca a boca, e chegar cedo nessa conversa, antes que o resto do mercado descubra o jogo, costuma valer a pena.