Passada a poeira do State of Play desta semana, dá para notar um padrão que os trailers individuais escondem quando vistos um por um. Until Dawn 2 é sequência. Maneater 2 é sequência. Ghost of Y?tei ganhou expansão e edição completa. O catálogo de clássicos do PS Plus somou Dino Crisis 2, Mega Man X e Ratchet & Clank, três jogos antigos revividos numa assinatura. Marvel's Wolverine, já perto do lançamento, teve trailer final. Praticamente nada do que apareceu era propriedade intelectual nova de peso.
A exceção ficou por conta de Uncanyon, indie da Annapurna Interactive com mecânica de manipular o próprio ambiente para resolver puzzle, e do lançamento do dia de Keeper, jogo da Double Fine que já estava em produção há anos. Mesmo somando os dois, o evento inteiro pareceu menos uma vitrine de futuro e mais uma reafirmação de portfólio, o tipo de State of Play que existe para lembrar o assinante de que a base de franquia é grande, mesmo quando não há AAA de peso saindo do forno.
Faz sentido comparar com o State of Play Japan, edição regional que a Sony também usa para dar palco a estúdio japonês menor. Lá, o objetivo costuma ser descoberta. Aqui, o objetivo pareceu retenção, dar ao assinante razão para continuar pagando entre um lançamento grande e outro. As duas estratégias fazem sentido dentro do próprio contexto, mas juntas mostram uma Sony operando em dois modos de comunicação bem diferentes dependendo da audiência que quer atingir.
Nenhum jogo desses é ruim só por ser sequência ou clássico revivido. Mas quando um evento inteiro de anúncios se apoia em nome que o público já conhece, fica mais difícil separar o que é aposta calculada de risco baixo do que é simplesmente falta de coisa nova pronta para mostrar.