Uma batalha naval decidida por dois dragões soa como o tipo de cena que existe só porque a tecnologia finalmente permite. Quem assistiu à Batalha do Golfo nesta temporada de House of the Dragon dificilmente imaginou quanto da cena veio de navios de verdade pegando fogo. A W?t? FX divulgou um making of de pouco mais de um minuto que mostra o processo por trás da cena, e a fantasia inteira depende de uma base extremamente concreta.
O estúdio construiu embarcações praticamente no set e depois estendeu essas construções digitalmente até virarem um campo de batalha naval tomado de fumaça. A cena cobre a distância entre Driftmark e Dragonstone, com ambiente reconstruído em escala real para caber os navios, o mar agitado e, só então, os dois dragões que decidem o resultado. Sheepstealer entra na disputa contra Vhagar, e a diferença de porte entre os dois vira parte da tensão visual da cena.
O que esse tipo de making of expõe é que boa parte do trabalho de VFX de prestígio acontece ao redor da criatura fantástica, na água, na fumaça, na madeira queimando, muito mais do que na própria criatura. Um dragão voando contra um céu genérico não convence ninguém sozinho. Um navio de madeira pegando fogo, com fumaça reagindo ao vento e água se comportando como água, é o que dá ao espectador motivo para aceitar o resto sem questionar. O material da W?t? mostra bem essa progressão, saindo de wireframe cru até o plano fechado, e o intervalo entre as duas pontas é onde mora o orçamento inteiro do estúdio.
Foi assim também com Avatar: Fire and Ash, quando a W?t? cortou até 35% das horas técnicas com IA na parte repetitiva do processo, rastrear câmera, limpar wire, ajustar textura, mantendo intacto o tipo de trabalho de base que aparece nesse making of. Enquanto essa fronteira aguentar, vale a pena assistir a esses bastidores até o fim.