A xAI de Elon Musk prometeu, ainda em 2025, lançar um jogo inteiramente gerado por inteligência artificial antes do fim de 2026. Passados quase nove meses desde o anúncio, o estúdio contratou pesquisadores que vieram direto da Nvidia pra trabalhar em modelos de mundo, mas até agora não mostrou nenhuma demonstração jogável do que planeja entregar.
Os nomes por trás da contratação, Zeeshan Patel e Ethan He, chegam com histórico direto em modelos de mundo, a mesma linha de pesquisa que sustenta projetos como o GameNGen do Google. A meta declarada da xAI é construir jogos onde mundo, personagens e desafios sejam moldados ao vivo pela IA, em vez de planejados com antecedência como faz qualquer estúdio tradicional. É uma ambição real, só que ainda sem prova de conceito pública.
O que existe até agora é o Grok Imagine, ferramenta de geração de vídeo que a própria xAI usou pra mostrar um workflow de prototipagem de personagem, animando um modelo em fundo branco e convertendo o resultado em spritesheet utilizável. É um recurso útil pra produção de asset, mas está a anos-luz de um mundo jogável em tempo real, que é o que Musk prometeu entregar.
Enquanto isso, o Google segue na frente com entregas concretas. O Genie 3 do Google DeepMind já gera mundos jogáveis de verdade, com ambientes explorável em tempo real a partir de texto, mesmo que ainda limitado a poucos segundos de sessão. A diferença entre anunciar uma meta ambiciosa e mostrar um protótipo funcional é exatamente o que separa a xAI do resto da corrida por world models até este momento.
Vale acompanhar o prazo que Musk deu pra si mesmo porque, se o fim de 2026 chegar sem nenhuma demonstração real, o caso vira mais um capítulo da lista de promessas ambiciosas que a empresa não cumpriu no tempo que prometeu.