2026 está prestes a virar o primeiro ano em quase três décadas sem uma GPU gamer realmente nova da Nvidia. A RTX 60 series, que devia começar a produção no fim de 2027, foi empurrada pra 2028, e o motivo não é falta de tecnologia pronta, é a crise de memória que o mercado já apelidou de RAMageddon.
O problema é simples de explicar e difícil de resolver rápido, a escassez global de DRAM e HBM fez a Nvidia direcionar o pouco chip de memória disponível pros aceleradores de IA, que dão margem de lucro muito maior que placa de vídeo gamer. Na prática, isso significa cortar produção da linha RTX 50 em até 30% a 40% no primeiro semestre, represar o lançamento de qualquer refresh Super e deixar o mercado gamer literalmente em segundo plano.
A AMD não está numa posição muito melhor. A RDNA 4 chegou no início do ano sem versão de topo de linha, sem RX 9080 nem 9090, e a próxima geração de verdade, RDNA 5, não deve aparecer antes de meados de 2027. Enquanto isso, a AMD já subiu o preço de kits de memória GDDR que cobra dos parceiros de placa duas vezes em seis meses, um reflexo direto do mesmo aperto de oferta.
O resultado prático já apareceu no bolso de quem compra. Placas com 16GB de VRAM ou mais tiveram alta de 15% a 20%, e a RTX 5090 já foi flagrada passando de 5 mil dólares em listagem de varejo. O mesmo aperto de memória já tinha empurrado pra cima o preço de PS5, Xbox e Switch 2 nesse ano, então GPU cara não é exceção, é parte do mesmo padrão. Pra quem monta PC pra jogo ou pra render, o conselho prático virou o mesmo dos últimos ciclos de escassez, comprar o que precisa agora, porque esperar uma geração melhor em 2026 deixou de ser opção.