A Image Engine soltou nesta semana o breakdown de Avatar: A Lenda de Aang, segunda temporada, e é o tipo de vídeo que interessa tanto a quem é fã da série quanto a quem estuda VFX. O estúdio de Vancouver mostra, em quase quatro minutos, como partes centrais da temporada saíram de plano de filmagem para cena final.

Para situar, a segunda temporada da adaptação da Netflix estreou em 25 de junho, com sete episódios. A equipe Avatar atravessa o Reino da Terra, tenta sobreviver em Ba Sing Se e Aang começa a aprender dobra de terra com Toph, enquanto Azula e seu grupo caçam os dois lados. Vários estúdios dividiram o trabalho, entre eles Rodeo FX, Outpost VFX e Accenture Song, e cada um vem publicando seu pedaço.

No reel da Image Engine, o destaque visível são os efeitos dos quatro elementos. Tem o cinturão de gelo de Katara, que gira em volta da personagem como uma coroa de cristais, e duelos de fogo contra água. Há também o ambiente em CG de Ba Sing Se, a capital enorme do Reino da Terra, e criaturas digitais, com destaque para as raposas-antílope, que a CG Channel descreveu como fofas demais.

Eu gosto desse tipo de breakdown porque ele expõe um problema específico de adaptar animação para live action. Na temporada 1, em que a Image Engine entregou 309 planos, o estúdio contou que um dos desafios era diferenciar, na composição, a distorção do calor do fogo da distorção do ar em movimento na dobra de ar. No desenho animado, uma linha resolve isso. No live action, a luz interativa renderizada precisa bater com o ator filmado e com o cenário, quadro a quadro.

O caso lembra o caminho inverso que a DNEG fez em Coyote vs. Acme, deixando o CG com cara de desenho feito à mão. Lá, o esforço era levar o 3D para perto do traço, e aqui o esforço é tirar a dobra do traço e fazer caber na física de uma floresta real.

O vídeo está no Vimeo da Image Engine e os créditos dos artistas estão no IMDb. Assista prestando atenção nos passes de simulação do gelo e da água, que aparecem separados antes da composição final e mostram quanto trabalho existe atrás de um gesto de dois segundos da personagem.