A Maxon lançou no fim de junho as versões 2026.3 do Cinema 4D e 2026.7 do Redshift, e o destaque fica por conta de um UV Editor inteiramente redesenhado, com desdobramento automático inteligente e ferramentas de empacotamento sem sobreposição. É o tipo de atualização que não vira manchete fora do meio técnico, mas muda a rotina de quem texturiza todos os dias.
O novo editor traz suporte a UDIM, edição de costuras mais visual e ferramentas de densidade de texel, tudo isso direto no viewport 3D, sem precisar alternar entre janelas separadas. Quem já perdeu tempo brigando com sobreposição de UV em modelos complexos sabe o tanto que esse tipo de fricção acumula ao longo de um projeto inteiro. Reduzir esse atrito não aparece em trailer chamativo, mas aparece na produtividade real de quem entrega trabalho todo dia.
Do lado do Redshift, a atualização 2026.7 chega com suporte ao Autodesk Revit, o que amplia o alcance do renderizador para além do universo tradicional de motion graphics e VFX, alcançando arquitetura e visualização técnica. Também entram profundidade de campo com bokeh no Redshift Live e suporte à NVIDIA OptiX 9.0, o que deve se traduzir em ganho de performance em GPUs mais recentes.
Vale notar que a Maxon vem seguindo um ritmo de lançamento trimestral desde que consolidou o Redshift como renderizador padrão incluso em qualquer assinatura do Cinema 4D. Isso significa menos surpresas grandes e mais refinamento constante, uma estratégia que favorece quem trabalha em estúdio e depende de estabilidade acima de tudo. Ferramentas como essa dialogam direto com o que vem acontecendo em outras frentes do pipeline, como mostra a chegada do OpenPBR ao Substance 3D Designer.
No fim, o pacote 2026.3 e 2026.7 não promete revolução, promete menos atrito. E para quem vive de entregar frame renderizado, menos atrito costuma valer mais do que qualquer recurso vistoso de demonstração.