A DLC de Katana Zero ainda existe, e cresceu. A Askiisoft, estúdio do criador Justin Stander, publicou um teaser novo nesta semana, junto de um recado curto nas redes. "Ainda estou trabalhando duro na DLC de Katana Zero. Fizemos ela maior. Tem o tamanho de uma sequência completa, mais uma trilha com mais de 30 músicas novas." O estúdio prometeu mais novidades em breve, sem data.

Para quem não lembra, Katana Zero saiu em abril de 2019 pela Devolver Digital e virou um dos indies de ação mais queridos da última década. Você controla um samurai assassino que morre com um golpe e mata com outro, numa cidade neon com estética de filme de ação dos anos 80, e cada fase funciona como um plano que o personagem ensaia na cabeça antes de executar. A história, contada por diálogos que você pode interromper no meio da frase, tem reviravolta suficiente para deixar muita gente esperando a continuação desde então. Na Steam, o jogo tem 98% de análises positivas entre mais de 76 mil avaliações e custa R$ 46,99.

O problema que a notícia levanta é o preço. A expansão foi anunciada como gratuita lá atrás, e a Askiisoft não disse agora se isso se mantém depois que o projeto virou uma sequência em tamanho. Seria muito estranho entregar um jogo inteiro de graça, mas também seria estranho cobrar por algo que passou anos sendo vendido como presente para quem já comprou. Como o jogo base está disponível no Xbox One, no Switch e no PC, também falta saber se a expansão chega a consoles mais novos.

A minha leitura é que a Askiisoft está preparando terreno para tratar a DLC como lançamento próprio, com marketing e possivelmente preço. Não é o que os fãs queriam ouvir, mas é coerente com o que aconteceu com outros indies que transformaram atualização gratuita em produto grande, como a Sea of Sorrow de Silksong, que ao menos chegou grátis.

Se você ainda não jogou Katana Zero, não precisa esperar a DLC para começar. O jogo base dura umas cinco horas, entra em promoção com frequência e é o melhor jeito de entender por que tanta gente ainda cobra o estúdio sete anos depois.