A temporada estreou em 2 de agosto e terminou em 20 de setembro, com oito episódios, e a abertura é o trecho de maior escala da temporada. A produção filmou num set prático de 138 acres, cerca de 56 hectares, no Texas, e a Framestore ficou responsável por estender esse espaço até o horizonte e encher o terreno de destruição.

A escolha técnica foi fazer o campo de batalha inteiro em 3D. Como a câmera se move muito, com drones e planos aéreos longos, uma pintura digital chapada no fundo quebraria a paralaxe, aquele deslocamento natural entre o que está perto e o que está longe. Com o cenário todo em CG, a equipe manteve escala e profundidade em qualquer ângulo. O ambiente ainda precisava mudar ao longo de três horários diferentes do dia, o que multiplica o trabalho de iluminação e de composição.

Quem fez e como

O projeto passou pelos departamentos de CG, efeitos, matte painting e composição. A supervisão de efeitos visuais na Framestore foi de Thomas Montminy Brodeur, com Patrick Ross na supervisão de CG e Jonathan Jobin na de composição, enquanto Lesley Robson-Foster cuidou da supervisão de VFX pela produção. Segundo Brodeur, a sequência foi pensada para ir além de uma cena de ação comum e criar uma experiência imersiva que mostrasse a realidade devastadora e o peso emocional da guerra.

O breakdown alterna o set real com as camadas digitais que vão por cima, com trincheiras, destroços, drones, explosões e a fumaça que costura tudo. Para quem estuda VFX, é um exemplo bem didático de extensão de cenário em série de TV, um tipo de trabalho que aparece em quase toda produção grande de streaming.

Cenas de batalha em séries de streaming viraram vitrine para as casas de efeitos, como já tinha acontecido quando a W?t? FX detalhou a batalha naval de House of the Dragon. O breakdown completo de Lioness está no canal oficial da Framestore no YouTube, e assistir com o botão de pausa à mão rende mais do que muito tutorial.