Parece rumor sobre terceirização de desenvolvimento. Na prática, é sobre o que significa ainda ser dono de uma franquia quando quase ninguém dentro do estúdio realmente a constrói. Relatos recentes indicam que a Halo Studios pretende depender cada vez mais de estúdios parceiros externos nos próximos projetos da série, um caminho que já ficou evidente em Halo Campaign Evolved.

O remake, lançado em 28 de julho, teve pelo menos 15 estúdios coadjuvantes nos créditos, incluindo nomes como Ninja Theory, Turn 10 e Rare, além de parceiros terceirizados como Keywords Studios e suas subsidiárias. Segundo jornalistas que cobrem o ecossistema Xbox, a Microsoft também estaria avaliando envolver a Sledgehammer Games, estúdio da Activision conhecido por Call of Duty, em projetos futuros da franquia. Vale lembrar que esse tipo de rumor ainda não foi confirmado oficialmente pela Microsoft, mas o padrão de comportamento recente da empresa, cortando pessoal interno enquanto amplia parceria externa, dá peso real à especulação.

Esse modelo não nasceu ontem, mas a escala aqui chama atenção. Terceirizar parte de um projeto é prática comum na indústria, principalmente em arte de ambiente, animação e otimização técnica. Terceirizar em quinze frentes diferentes é outra conversa, é reorganizar o papel do estúdio interno pra virar mais curador e diretor criativo do que time que efetivamente constrói o jogo do zero.

O risco dessa aposta é de identidade, não só de qualidade. Halo sempre foi sinônimo de assinatura própria de estúdio, primeiro a Bungie, depois a 343 Industries. Se a franquia migrar de vez pra modelo de orquestração de estúdios externos, o que resta de Halo Studios pode virar cada vez mais nome de marca e cada vez menos time de fato criando o próximo capítulo, um risco que nenhuma outra franquia de peso da Microsoft testou nessa escala até agora.