Krafton fechou acordo pra pagar bônus significativamente maiores a toda a equipe da Unknown Worlds, encerrando mais de um ano de disputa judicial sobre o lançamento de Subnautica 2, e o desfecho aqui interessa muito além do universo de um único estúdio. É um caso raro onde o funcionário comum, não só o executivo no topo, sai ganhando de verdade.

A briga começou em julho de 2025, quando os fundadores da Unknown Worlds acusaram a Krafton de atrasar de propósito o lançamento do jogo pra evitar um pagamento extra de 250 milhões de dólares, previsto no acordo de aquisição de 2021. Esse acordo original já envolvia 500 milhões de dólares adiantados mais um earnout de até 250 milhões, condicionado a metas específicas de desempenho ligadas ao próprio Subnautica 2. Já cobri o peso que a Krafton tem no mercado sul-coreano quando falei sobre o Big Three da Coreia, e esse tipo de disputa mostra que nem gigante desse porte está imune a processo público quando decide brigar com quem criou o próprio produto de sucesso.

O acordo final expande o alcance do bônus pra além dos três executivos que negociaram a aquisição original, incluindo agora toda a equipe atual do estúdio, mesmo quem entrou depois de 2021, com pagamento dividido em três parcelas anuais. Ted Gill, CEO reintegrado durante o processo, decidiu sair mesmo assim, dizendo que uma nova liderança é o melhor caminho pra o estúdio seguir em frente. Vale lembrar que Subnautica 2 ainda não tem data de lançamento oficial confirmada, o que torna esse acordo ainda mais estratégico, o estúdio precisa reconstruir confiança interna antes mesmo de o jogo chegar ao mercado.

O que fica de lição aqui é que resolver disputa trabalhista incluindo todo mundo, não só quem processou, tende a custar mais no curto prazo, mas evita o desgaste de reputação que carrega pra frente. Pra um estúdio que ainda vai lançar o jogo mais aguardado da própria história, começar essa fase com a casa em ordem vale mais do que economizar em bônus.