Artigo

Artigos

Artigos

Brazilian Computer Graphics Magazine 2017

O que podemos esperar dos games brasileiros para 2021?

05-03-2021

Quando se trata de games, o Brasil pode ser considerado um dos mais importantes na indústria. Além de ser um dos maiores por conta do número de usuários, ele também está entre os líderes como produtores de jogos eletrônicos. Não é à toa que hoje o país é considerado o maior na América Latina no segmento. Em meio a tantas expectativas, o que podemos esperar do mercado nacional em 2021?

Será que a indústria conseguirá manter, ou até mesmo superar, os números positivos de 2020? Isso porque o mercado no Brasil foi impulsionado por conta da pandemia no ano passado, tendo um crescimento recorde. Talvez esse seja um dos maiores desafios para o futuro.

O crescimento nos últimos anos colocou o Brasil em um patamar respeitável, tornando-se o grande polo da indústria na América Latina. As maiores feiras e eventos do mundo são sediadas aqui, além de ser referência em promover grandes campeonatos de gamers, como o Brasileiro de League of Legends, que reúne milhares de pessoas anualmente.

Tendo em vista esses dados, as projeções levam a acreditar que 2021 será o momento para solidificar algumas mudanças que a indústria vem sofrendo, além de ser uma oportunidade para que as produtoras nacionais possam explorá-las mais a fundo.

Economia

Ao contrário do que muita gente pensa, o mercado de jogos eletrônicos é um grande impulsionador da economia, sendo responsável por movimentar bilhões de dólares em todo o planeta, além de gerar milhares de vagas de emprego todos os anos.

Somente no Brasil, o mercado projeta para 2021 movimentar US$1,4 bilhão em gastos com games, além de um crescimento médio de 17%. Para se ter ideia, em 2016 esse valor era de US$644 milhões, ou seja, isso mais do que duplicou em apenas cinco anos.

Do total de receita gerada no país por conta dos games, grande parte vem das plataformas digitais, como dispositivos móveis. A expectativa é de arrecadar esse ano US$712 milhões, com crescimento anual de 26%.

Para a Associação Brasileira das Desenvolvedoras de Jogos Eletrônicos (Abragames), a demanda de games aumentou muito por conta da pandemia. Se por um lado os resultados são animadores, por outro exigem cautela. Isso porque esse crescimento gera também maiores responsabilidades. Ela acredita que 2021 representará novos tempos, aonde inovar passa a ser uma necessidade do presente para sobreviver nesse mercado.

Para isso, é preciso estar sempre atento às mudanças que ocorrem no cenário econômico, produtivo e político-social. O público está cada vez mais exigente. Um dos objetivos da Abragames esse ano é conseguir, não só consolidar no Brasil cada vez mais no cenário nacional, como construir junto com os produtores locais uma estratégia para aumentar as exportações.

Popularidade entre as mulheres

Um dos fatores que chamam atenção nessa popularização do mercado de jogos eletrônicos no Brasil é a mudança no perfil do público. O número de mulheres gamers está cada vez maior no país, representando atualmente 49% dos usuários.

Esses números se tornam ainda mais expressivos quando o assunto passa a ser os jogos em dispositivos móveis (mobile). Nesse nicho, esse cenário se inverte e o público feminino é dominante no Brasil, representando mais de 70% dos mais de 70 milhões de usuários (4o maior do mundo).

Expectativas de algumas das maiores produtoras do país

A indústria de produção de games no Brasil vem cada vez mais se profissionalizando e conquistando o seu espaço no mercado mundial. Algumas das maiores produtoras do planeta são brasileiras. Podemos destacar, entre elas, a Aquiris e a Wildlife.

Depois de um ano bastante produtivo, elas agora esperam manter esse crescimento em 2021. A Aquiris Game Studio, situada em Porto Alegre, no Rio Grande do Sul, é considerada hoje uma das 500 maiores empresas das Américas, segundo o jornal Fination Times. Atualmente contando com um grupo de 145 pessoas, a produtora espera ter um crescimento qualitativo, ao invés de quantitativo, focando no aprimoramento dos seus talentos.

Entre as novidades, ela já anunciou que esse ano irá experimentar um novo modelo de negócio, investindo em jogos para a Apple Arcade. Considerada a “Netflix” do mundo de games, essa é uma plataforma da Apple funciona com uma assinatura mensal. A Aquiris irá dar o seu pontapé inicial com o jogo de aventura Wonderbox: The Adventure Maker. Sem uma data definida, a previsão é de que o lançamento aconteça ainda no primeiro trimestre.

Já a Wildlife Studios, que é uma das 10 maiores empresas de jogos para dispositivos móveis do mundo, tem um patrimônio de US$3 bilhões. A startup paulistana é hoje uma das mais bem-sucedidas do planeta.

O vice-presidente de crescimento da empresa, Victor Lambertucci, já declarou que eles testam constantemente novas estratégias como forma de maximizar os resultados de longo prazo, mesmo diante dos riscos de perdas que isso possa representar a curto prazo. Para ele, a experimentação é um passo fundamental para construir o conhecimento e manter a constante evolução. Entre alguns cases de sucesso estão os jogos Tennis Clash, Zooba e Sniper 3D, que, juntos, cresceram mais de 20% em apenas cinco meses durante 2020.

Apesar de o futuro ser incerto, o cenário tem se mostrado cada vez mais aberto e favorável para o mercado brasileiro, que se tornou um berço de grandes talentos e consumidores fiéis.

Se você gostou desse conteúdo e deseja ficar sempre por dentro do que acontece no mercado de games no Brasil e no mundo, baixe nossas revistas e aproveite para ler as edições anteriores da Revista Max Render.

Seja avisado quando a nova edição for lançada