Depois de confirmar o corte de 3.200 vagas e vender ou desmembrar estúdios como Compulsion, Double Fine, Undead Labs, Ninja Theory e Arkane, a Xbox mantém um núcleo de estúdios internos que segue trabalhando em projetos de peso. A Mojang Studios, dona de Minecraft, passou a se reportar diretamente à CEO da Xbox, Asha Sharma, o que sinaliza o quanto o jogo continua sendo pilar financeiro da divisão mesmo décadas depois do lançamento original.

A Obsidian Entertainment segue como um dos estúdios mais produtivos do grupo, tendo lançado Avowed e Outer Worlds 2 só em 2025, prova de que a aquisição de 2018 continua rendendo pra Xbox. A Playground Games segue transformando o spin-off Forza Horizon numa das maiores franquias da casa, enquanto a inXile trabalha em Clockwork Revolution, RPG de ação ambientado num mundo steampunk vitoriano com mecânica de manipulação do tempo, previsto pra 2027 em Xbox Series e PC.

Do lado de Call of Duty, a estrutura segue robusta, com Infinity Ward, Raven Software, Sledgehammer Games e Treyarch dividindo o trabalho da franquia mais lucrativa da Activision. A Bethesda Game Studios, comprada em 2021, segue dando suporte a Fallout 76 enquanto desenvolve o próximo Fallout e The Elder Scrolls 6, dois dos projetos mais aguardados de toda a indústria.

Vale notar que essa reestruturação, ao contrário do que parece à primeira vista, não é sobre encolher a Xbox como um todo. É sobre concentrar recursos em franquias que já provaram escala global, deixando pra trás o modelo de acumular dezenas de estúdios menores que caracterizou a era dos 4.800 cortes anunciados pela Microsoft. Vale acompanhar se essa aposta em menos projetos, porém maiores, realmente entrega os resultados que a empresa está prometendo internamente.