Todo ano aparece um jogo de Star Wars, e quase nunca é de estratégia por turnos. Star Wars Zero Company quebra esse padrão e ainda chega bem. Lançado em 27 de agosto para PS5, Xbox Series e PC, o jogo é uma tática por turnos no molde de XCOM, e a recepção da crítica foi das melhores do ano para o gênero, com média 86 no Metacritic.

O time por trás explica parte do acerto. A Bit Reactor foi fundada por gente que trabalhou em XCOM na Firaxis, com apoio da Respawn, o estúdio de Jedi: Fallen Order e Apex Legends. É gente que conhece tanto o gênero tático quanto o universo Star Wars.

A história é canônica e se passa no fim das Guerras Clônicas. Você comanda a Zero Company, um esquadrão de operativos de origens diferentes, contra um culto ligado aos separatistas. A estrutura é a que fãs de XCOM reconhecem, com cobertura, porcentagem de acerto, morte permanente opcional e gestão de esquadrão entre missões, só que embrulhada numa produção de orçamento alto, com cutscenes e direção de arte caprichada, algo raro no tático isométrico.

O que os testes destacam é o equilíbrio. Quem chegou pelo XCOM gostou da camada Star Wars, e quem chegou por Star Wars gostou do jogo tático embaixo. Não é comum um jogo agradar os dois públicos ao mesmo tempo.

O lançamento também tem timing curioso, porque ele sai enquanto a EA fecha a maior aquisição da história dos games, e é um dos primeiros grandes títulos da editora sob o novo controle.

Se você curte tática por turnos ou Star Wars, esse é fácil de recomendar. E se nunca jogou nada do gênero, Zero Company parece ser uma das portas de entrada mais amigáveis que já apareceram, justamente por não assumir que você já sabe as regras.