A frase de Neil Druckmann foi curta e cuidadosa. Segundo ele, o estúdio tem um par de projetos novos muito empolgantes, em estágio bem inicial, e por isso não pode falar muito sobre eles. Na sequência, veio a parte que mais circulou nas redes, quando ele disse que o mundo de The Last of Us significa muito para a Naughty Dog e que a equipe não voltaria a ele sem ter algo significativo para dizer.

O que ninguém sabe ainda é o formato. Druckmann não confirmou se os dois projetos são jogos, e nada impede que um deles seja, por exemplo, uma produção ligada à série da HBO ou uma experiência menor. Também não houve qualquer menção a The Last of Us Part III, nome que os fãs já usam como certo nas buscas desde que o segundo jogo terminou com a história de Ellie em aberto.

Intergalactic segue como prioridade

Antes que alguém comece a contar os dias, é bom lembrar que o foco principal da Naughty Dog continua sendo Intergalactic: The Heretic Prophet, a ficção científica com a caçadora de recompensas Jordan A. Mun, que Druckmann descreve como o jogo mais ambicioso do estúdio. A equipe está trabalhando de cabeça baixa nele, e projetos em fase muito inicial costumam levar alguns anos até ganhar o primeiro trailer.

Intergalactic: The Heretic Prophet

O The Last of Us Day, comemorado todo 26 de setembro por ser a data do surto na história do primeiro jogo, também trouxe novidades de elenco para a terceira temporada da série da HBO, um tema de fundo para a tela inicial do PS5 e produtos licenciados. O anúncio de Druckmann ficou para o encerramento, no dia 28, e foi ele que puxou as buscas por The Last of Us no Brasil nesta semana.

Para a Sony, faz todo sentido. No State of Play de setembro, a empresa já mostrou que está apostando em franquia conhecida, e The Last of Us é uma das marcas mais fortes que ela tem, entre jogo, remake e série premiada. Minha leitura é que o primeiro desses projetos a aparecer publicamente será o que estiver ligado à série, porque ele tem calendário de TV para cumprir.