O tyFlow, plugin de simulação multifísica para o 3ds Max criado por Tyson Ibele, chegou à versão 2.1 com um conjunto novo de ferramentas para rigar e simular veículos usando o motor de física PhysX. A atualização saiu nesta semana e também traz suporte a exportação de Gaussian Splatting no formato do 3ds Max 2027 e um modo de baixo consumo de VRAM batizado de Inferno, pensado para simulações pesadas.
Na prática, o novo conjunto de veículos resolve um tipo de trabalho que sempre exigiu gambiarra em cena de ação: colisão, capotamento, suspensão reagindo ao terreno, tudo calculado pelo mesmo motor de física que roda em jogos AAA. Antes, montar isso no 3ds Max significava rigar suspensão manualmente ou recorrer a plugin externo, e o resultado raramente convencia numa cena de perto. Com o novo operador PhysX, o artista monta o rig de física do carro dentro do próprio fluxo do tyFlow, junto com o resto da simulação de partículas. É o tipo de detalhe que separa uma cena de perseguição genérica de uma que aguenta câmera lenta e still frame de making of.
O tyFlow já é praticamente padrão de facto entre quem simula destruição, fumaça e fogo no 3ds Max, principalmente depois de virar gratuito na versão base e cobrar só pela camada PRO. A chegada de veículos fecha uma lacuna que empurrava esse tipo de trabalho específico para outro software, algo parecido com o que já aconteceu com o FumeFX 7.6, que dobrou a velocidade de simulação de fumaça no mesmo pacote.
Para o estúdio pequeno que não tem orçamento para licença de motor de física dedicado, ter isso embutido numa ferramenta que já é gratuita na base muda a conta do projeto. A versão 2.1 já está disponível para download, e quem quiser testar o modo Inferno vai precisar de uma cena de simulação pesada o suficiente para sentir a diferença.