O mercado de óculos de realidade estendida ganhou um novo nome relevante em agosto com o lançamento do Viture Pro 2, óculos inteligente que promete tela virtual equivalente a 146 polegadas por apenas US$299. O aparelho pesa 63 gramas, é 16% mais fino e 20% mais leve que a geração anterior, e usa painéis micro-OLED da Sony com resolução de 1920x1080 por olho e taxa de atualização de até 120Hz.

Esse lançamento chama atenção justamente porque acontece num momento de silêncio dos grandes nomes do setor. A Meta já confirmou que o Quest 4 não sai antes de 2027, deixando o Quest 3 e o Quest 3S como as opções atuais da marca, enquanto a Apple segue vendendo o Vision Pro com chip M5 por US$3.699, valor que continua fora do alcance da maioria dos consumidores.

É nesse vácuo que fabricantes menores como a Viture estão conseguindo espaço pra se firmar. Em vez de tentar competir em realidade virtual imersiva completa, óculos como o Pro 2 miram um nicho mais simples e mais barato, o de tela portátil grande pra quem quer assistir filme, jogar em modo handheld ou trabalhar com múltiplas janelas sem precisar de um monitor físico enorme.

Do outro lado do mercado, rumores seguem apontando que a Pico está desenvolvendo o Project Swan, com display micro-OLED de 4.000 PPI que miraria concorrer direto com o Vision Pro, embora especificações e prazo de lançamento ainda não tenham confirmação oficial. Como já mostramos ao cobrir a leva de jogos novos que chegou em VR ainda em julho, o conteúdo pro Quest segue vivo mesmo com o hardware novo atrasado.

Com o Connect 2026 da Meta marcado pra setembro, o mercado deve ter mais clareza em breve sobre o próximo passo real da gigante nesse segmento.