A Microsoft confirmou que o Xbox Series X vai custar US$ 799,99 a partir de 1º de agosto, um salto de US$ 150 sobre o preço atual de US$ 649,99. O Xbox Series S também sobe, de US$ 399,99 pra US$ 499,99, enquanto o modelo especial Galaxy Black de 2TB é descontinuado de vez. É o terceiro aumento de preço do console em pouco mais de um ano, depois de reajustes anteriores em maio e outubro de 2025.

A justificativa oficial da Microsoft aponta direto pra crise de memória e armazenamento que atravessa a indústria inteira. Segundo a empresa, os preços de armazenamento e memória usados em consoles já subiram mais de 2,5 vezes, com projeção de dobrar de novo até o outono de 2027. É a mesma pressão de mercado puxada pela demanda de data centers de IA que já vinha aparecendo em outros cantos do setor, incluindo o motivo por trás da Nvidia não lançar uma GPU gamer nova em todo o ano.

O padrão que se forma aqui é difícil de ignorar. Toda vez que a Microsoft precisa justificar um aumento de preço de hardware, a resposta aponta pra um mercado de componentes que está sendo consumido primeiro pela infraestrutura de inteligência artificial, deixando o setor de games competindo por sobra de capacidade de fábrica. Isso não é exclusividade da Xbox, mas a companhia é quem está tornando esse custo mais visível pro consumidor final, um aumento de console de cada vez.

Pra quem já estava adiando a troca de geração, esse tipo de notícia empurra ainda mais a decisão de comprar agora, antes que o preço suba de novo, ou esperar que o mercado de memória se estabilize, o que segundo a própria Microsoft não deve acontecer tão cedo.

Vale acompanhar se Sony e Nintendo seguem o mesmo caminho nos próximos meses, porque se a pressão de componentes é real e generalizada, dificilmente a Xbox vai ficar sozinha nessa conta.