O ArmorPaint acaba de chegar à versão 1.0, a primeira que os desenvolvedores tratam como lançamento oficial. Para quem não acompanha, ele é um programa de pintura de textura em 3D, o tipo de ferramenta que o artista usa para pintar cor, desgaste, arranhão e sujeira direto sobre o modelo, gerando os mapas PBR que vão para o render ou para a engine. É o mesmo trabalho que o Substance 3D Painter, da Adobe, faz no pipeline da maioria dos estúdios.

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A distinção importante está no modelo de licença. O ArmorPaint é de código aberto, com todo o desenvolvimento acontecendo à vista no GitHub, e quem quiser compilar o programa por conta própria não paga nada. A versão pronta para instalar tem um preço único, na casa dos vinte dólares, que serve para bancar o projeto. A Adobe cobra assinatura, e o Substance Painter só existe dentro desse pacote.

Não espere uma enxurrada de recursos novos no 1.0. A lista de mudanças fala em ganho de desempenho, correções de estabilidade e a migração para o Vulkan 1.3, a API gráfica mais recente. É o tipo de atualização que transforma um programa de teste de fim de semana em algo que entra num projeto com prazo.

Para o artista brasileiro ou o estúdio pequeno, isso pesa. O custo de entrada em texturização caiu de uma assinatura mensal em dólar para um download de vinte dólares, ou zero para quem compila o programa. Em pipeline grande o Substance segue mandando, mas para freelance, portfólio e produção indie o ArmorPaint já dá conta. O 1.0 chega logo depois de o Substance Designer adotar o OpenPBR, o padrão aberto de materiais, e os dois movimentos apontam para o mesmo lugar, com o pipeline de textura menos preso a um fornecedor só.