A Meta apresentou na Connect 2026, nesta semana, o Meta VR Glasses, e a primeira coisa que salta é o peso. A armação de liga de magnésio fica em torno de 100 gramas, cerca de cinco vezes menos que um Quest 3. O preço também salta, só que para o outro lado. São US$ 1.299,99, com lançamento previsto para a primavera de 2027 nos Estados Unidos, ou seja, entre março e junho. Não há data nem preço para o Brasil.

O truque para chegar nesse peso foi tirar todo o processamento do rosto. Os óculos não têm computação embutida e dependem de um disco de 300 gramas, do tamanho de dois celulares empilhados, que vai no bolso ou na bolsa e se conecta por um cabo fino de fibra óptica. Esse disco usa o chip Snapdragon Reality Elite, da Qualcomm, com 12 GB de RAM, 128 GB de armazenamento e entrada para cartão microSD.

Para quem joga, a notícia boa é o catálogo. O disco roda o mesmo sistema do Quest 3, então os jogos da loja da Meta funcionam, e com resolução maior graças às telas micro-OLED de 2412 por 2288 pixels por olho, a 120 Hz, com HDR e rastreamento ocular. Segundo a Meta, mais de 75 jogos em VR estarão disponíveis no lançamento, incluindo um modo novo de Beat Saber jogado só com as mãos e um Ace Attorney da Capcom. O porém é que os controles não vêm na caixa. Dá para comprar os Touch Plus à parte ou parear os do seu Quest 3 ou 3S.

O outro porém é o campo de visão, de 70 graus na horizontal contra uns 110 do Quest 3. De acordo com a UploadVR, isso deixa o aparelho bem menos imersivo em VR fechada. A própria Meta vende o produto mais como cinema particular, mesa de trabalho com vários monitores virtuais e console de bolso. Pela primeira vez, dá para ligar um notebook, um celular ou um portátil como o Steam Deck direto no disco por USB-C e usar como tela virtual.

Eu já tinha comentado aqui que o Quest 4 ficou para 2027, e o VR Glasses ocupa esse espaço pelo lado caro. Para o jogador de VR que já tem um Quest 3, ele entrega conforto e imagem melhores, mas imersão menor. Se o seu uso é jogo de VR em sala aberta, continue no Quest. Se é filme, trabalho e jogo de tela plana em viagem, os óculos da Meta fazem mais sentido, desde que o preço caiba no bolso.