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Brazilian Computer Graphics Magazine 2019

O conceito de computação gráfica

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Se hoje temos filmes, séries e outros tipos de produções audiovisuais com efeitos especiais surpreendentes, isso se deve ao desenvolvimento da computação gráfica e da evolução das técnicas e dos profissionais envolvidos na área. Mas você sabe quando e como surgiu esse conceito?

Este artigo traz um pouco da história e da evolução desse segmento que cresce a cada dia em todo o mundo. Confira!

O conceito de computação gráfica

A computação gráfica é um dos segmentos da grande área da ciência da computação, e está relacionada com o estudo e desenvolvimento de sistemas para síntese e manipulação digital de conteúdos visuais. Atualmente, o conceito está bastante ligado à produção de imagens tridimensionais, mas também abrange processamento de gráficos em uma e duas dimensões.

Um dos principais aspectos da computação gráfica está ligado à manipulação de informações geométricas e visuais com o uso de técnicas e mecanismos computadorizados. Para isso, são utilizados fundamentos da matemática e da ciência da computação para o processamento das imagens criadas.

Ainda que esteja fortemente relacionada à produção audiovisual, a computação gráfica também se faz presente em diversos segmentos, como a arquitetura, a engenharia, o design gráfico, na obtenção de imagens científicas (como modelos experimentais) e para uso na medicina, especialmente em aparelhos de diagnóstico por imagem.

Quando e como surgiu a computação gráfica?

Internet, micro-ondas, computador, sachês de chá, caneta esferográfica e computação gráfica: você sabe o que estes itens têm em comum? Todas essas invenções humanas estão de alguma forma relacionadas com a guerra ou para fins bélicos, mas acabaram sendo adaptadas para o uso no dia a dia.

Durante a Segunda Guerra Mundial, a Marinha dos Estados Unidos entrou em contato com estudiosos do renomado MIT (o Instituto de Tecnologia de Massachusetts) sobre a possibilidade da criação de um sistema de computador capaz de comandar um simulador de voo. Este seria usado para o treinamento de equipes de bombardeiros.

A guerra chegou ao fim em 1945, mas o trabalho dos cientistas Jay Forrester e Robert Everett continuou. Até que em 1951, eles conseguiram produzir o Whirlwind I, um computador capaz de exibir imagens básicas criadas em um monitor de televisão ou uma VDU (sigla para unidade de exibição visual).

O sucesso do projeto foi tão grande que quatro anos depois, cientistas do instituto desenvolveram, a partir do Whirlwind, o sistema SAGE (Semi-Automatic Ground Equipment), um computador que utilizava gráficos vetoriais simples para exibir imagens de radar. Ele foi um dos principais aliados do sistema de defesa antimísseis dos EUA por vários anos.

A computação gráfica em outros setores

No final da década de 1950, outros setores começaram a utilizar a computação gráfica para fins próprios. Uma das empresas pioneiras foi a General Motors que, junto com a IBM, desenvolveu o Design Augmented by Computers-1 (DAC-1). Esse foi um dos primeiros sistemas CAD (computer-aided design) criados para ajudar engenheiros no projeto de automóveis.

Já em 1961, dois setores que atualmente utilizam a computação gráfica em seu dia a dia tiveram seus primeiros contatos com o conceito. No cinema, um sistema foi utilizado para criar uma sequência em Um Corpo que Cai, filme de Alfred Hitchcock. Enquanto isso, um estudante do MIT chamado Steve Russell criou o Spacewar!, o primeiro jogo criado com computação gráfica.